08 julho, 2010

Love it!

Tolerância Zero à Homofobia

A homofobia é o novo racismo,  
os gays são os pretos do Séc XXI.

A homofobia – compreendida como a consequência psicológica de uma representação social que, outorgando à heterossexualidade o monopólio da normalidade, fomenta o desdém em relação àqueles e àquelas que se distanciam do modelo de referência – constituem as duas faces da mesma intolerância e merecem, por conseguinte, ser denunciados com o mesmo vigor que o racismo. 
Documento Fonte <- aqui

É habitual num debate ou discussão educativa sobre a desigualdade de direitos sociais das pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo ouvir comentários que me lembram os dos racistas: "Não tenho nada contra os homossexuais mas acho que não deveriam poder casar-se, que isso é para homem/mulher", e o mesmo para o direito de adopção e afins.
Eu lembro-me de ouvir no passado, até no liceu vindo da boca de professores, dizerem que as pessoas de raça negra são iguais a nós, mas que não queriam ter um(a) como genro ou nora!

Eu nunca gostei de falsos tolerantes, aqueles que já atingiram que é socialmente mais correcto afirmar que não têm nada contra mas que na realidade sentem-se contra. E são este tipo de pessoas com as quais mais tenho que lidar, aqueles cujas piadas só sabem ser à volta da homossexualidade, gozar com fulano porque parece gay é portanto indicador que esta pessoa no seu intimo acredita que ser gay é anormal e inferior.

O discurso homófobo não se trata de uma postura ou opinião que tenho que respeitar segundo o fundamento da liberdade de expressão, não pode haver liberdade que atropele a liberdade de vida de outros. Porque então também se pode dizer que Hitller só agiu em conformidade com a sua liberdade de expressão e pensamento!
Infelizmente, pelo tempo que demorou (ou demora) uma sociedade a deixar de ter estes pensamentos em relação à raça negra, eu deverei ter de aturar isto pro resto da minha vida.

No entanto não tenho que me resignar e desistir de educar as pessoas. Porque se pessoas como eu tivessem desistido não se teria aberto mentalidades ao longo da última metade de século para a problemática da homofobia. O silêncio é amigo do racismo, homofobia e qualquer outra discriminação social. O objectivo não é obrigar as pessoas a agirem de uma forma politicamente correcta mas sim fazê-las VER que as pessoas que eventualmente gostam de outrem do mesmo sexo são, tal como os pretos, IGUAIS
É só isto, parece-me tão simples...

A simples suposição da heterossexualidade constitui, por si só, uma violência simbólica quotidiana contra aqueles que não partilham dessa sexualidade presumidamente comum e dita normal. Mas em todo o lado é presumido que se é heterossexual, e portanto nem há cuidado em ferir susceptibilidades no local de trabalho, na fila para o autocarro ou num jantar de amigos e amigos de amigos.
Uma postura homofóbica é uma ofensa, não pode haver tolerância aos homofóbicos. E não só por eles, mas pelos filhos que irão educar e que caso sejam heterossexuais terão uma educação homofóbica, e caso sejam homossexuais serão jovens em constante conflito consigo mesmos.
Quando eu discuto com um homofóbico, e não desisto dessa discussão educativa nunca, ao contrário do que se possa pensar não estou a pensar só em mim, estou a pensar nas gerações vindouras e nos futuros filhos dessa pessoa.

Quem dera à minha geração que alguém tivesse explicado aos nossos pais que a homossexualidade não é uma anormalidade.
Por tudo isto e por uma sociedade mais justa,  não me calo e não calarei.

27 junho, 2010

A importância do Amor

Há uns anitos atrás uma pessoa que me foi muito importante e me conheceu muito bem disse-me de tom muito grave que eu dava muita importância ao Amor. Que não sabia viver bem só para mim, que sem amor me perdia. Dei-lhe toda a razão, mais não fosse por uma dor de amor eu havia colocado a minha vida de pernas para o ar, havia permitido que o Amor destruísse os outros aspectos todos da vida.
Dessa importante madrugada de conversa ficou sempre a frase de que não mais deveria permitir que o amor tivese tal importância.

Ontem, por mero acaso, ao fazer a recuperação de dados de um  portátil de uma amiga dei com fotografias de cinco pessoas, cinco histórias distintas.

Foram elas que me fizeram pensar de novo a rigor neste assunto, pois as fotografias são de alguns poucos anos, e nelas algumas destas pessoas estão tão diferentes que se não as conhecesse pessoalmente até diria que eram outra gente! Os seus brilhos e sorrisos de há 5 e 7 anos atrás são tão distintos que me arrepiei, parei tudo o que estava a fazer e recostei-me na cadeira, gelada pela verdade da dedução que inevitavelmente alcancei.

Três destas pessoas estavam então apaixonadas e muito felizes pela altura das ditas fotografias.
A Teresa estava mais bonita, com brilho no olhar e uma leveza de quem nada teme, rosto cheio de energia e até traquinice.

A Pati, bem, eu já não a conheci com aquela cara que vi nestes retratos, portanto foi um choque para mim ver nela um espírito, afinal, tão livre e colorido. Lamento tanto Pati, de sinceridade. A Alex sempre me disse que eu nunca te conheci de verdade, agora vislumbro a probabilidade dessa afirmação ser verdadeira.

A Alex, a minha ex-xwoman.... para além de me custar ver que tal como as amigas referidas antes estava com uma aurea brilhante e agora já não tanto, o que me dói é o conhecimento da minha parte nisso. No coração da x-woman está agora escrito "broken by SaraChuva". Viva os anos que viver nada o remedeará. Nunca esquecerei e nem perdoarei que assim tenha sido...

Todas estas pessoas sofreram em algum momento, ou momentos, a dor do amor com acentuada gravidade, e isso alterou-as, porque nos altera, nos parte.

E pode dizer quem estiver a ler que afinal de contas é normal que ao final dos anos as pessoas já não tenham a mesma luz e vivacidade que se tinha no anos 20 e qualquer coisa e que poderá ser essa a diferença que noto nas pessoas. Mas calma com essa conclusão pois eu ainda não falei das restantes duas pessoas das cinco que anunciei.

Falta falar das A&A; juntas há 11 anos, enfrentaram muitas dificuldades, como todas nós, mas estão hoje com o mesmo ar e sorrisos de há 7 anos atrás! ESTÃO IGUAIS!!

Portanto, a conclusão é simples, já escrita por tantos poetas e compositores de outros tempos e de hoje.
A importância do amor é tal que se nota na cara retratada das pessoas, é só: fundamental.
Se nos corre bem somos brilhantes, se nos corre mal ficamos apagados.

Pessoalmente desejo não partir mais nenhum coração e às pessoas sobre as quais escrevi e ás quais dedico este post, espero que não mais lho partam.

Com sincero amor de amiga.

23 junho, 2010

Elogio à Feminilidade

Não foi o sofá vermelho em que estava sentada que atraiu o meu olhar.

Parei para ver o que brilhava Nela naquela instante; estava de jeans, uma túnica branco imaculado com genuíno remate de renda no decote. O cabelo solto e selvagem, rosto isento de artificios cosméticos e como acessórios apenas uma pulseira tigrada que dizia com as suas sandálias veranescas de onde saltavam à vista  uns pés bonitos e delicados. As suas longas mãos, das mais bonitas que já vi, terminavam em unhas pintadas de vermelho, a cor  do sofá...

Mas não era nada do que tinha vestido e menos o eram os alegorismos que usava que me tinham feito parar e olhar,  Ela reluzia femilidade pela forma de falar, de olhar, pelos trejeitos, pela delicadeza com que segurava o seu falador cigarro, pelos sorrisos e risos autênticos.

Feminilidade, há quem a tenha inatamente. Há quem a conquiste. Há quem a tente comprar e há quem nunca a alcance.

20 junho, 2010

FINALMENTE!

TERESA e HELENA

Ao fim de quatro anos, promulgada a lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, Helena e Teresa conseguiram finalmente contrair casamento. Foram as primeiras



Quatro anos após a primeira tentativa frustrada, Helena Paixão e Teresa Pires transformaram-se hoje no primeiro casal homossexual a contrair casamento civil. As duas mulheres casaram na 7.ª conservatória de Lisboa.



As duas foram declaradas pela conservadora "unidas pelo casamento" às 09:45, numa sala onde estavam cerca de trinta pessoas que aplaudiram o casal e a declaração. As duas abraçaram-se e beijaram-se.

E assim fecho com muito orgulho e felicidade a categoria "Quero Poder Casar" neste blog! :)
Já Posso Casar

17 maio, 2010

Cada vez mais próximo!

Em pleno Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia e Transfobia, chegou a notícia que mais esperei nos últimos tempos:

Depois de receber o Papa e a deixar o prazo de 20 dias correr até ao final, eis que o actual Presidente da República, exmo prof Cavaco Silva, promulga o diploma que permite casamento entre pessoas do mesmo sexo!

Este era um obstáculo que eu temia, um icon de direita ter em mãos a decisão de vetar uma proposta que praticamente toda a direita votou contra. Mas surpreendeu-me pelo seu bom senso o Sr. Cavaco, pois de certo aos seus princípios de direita também não lhe agrada esta nova lei, mas apesar disso foi ao encontro de valores fundamentais da democracia e promulgou a lei, bravo!

Mas nas suas palavras lembrou que, mesmo que vetasse o diploma, este seria muito provavelmente novamente aprovado pela maioria de esquerda no Parlamento, pelo que não viu utilidade no seu veto político «numa altura de crise».

Relembro que a proposta de lei para a legalização de casamento entre homossexuais tinha sido aprovada na Assembleia da República a 11 de Fevereiro. Votaram favoravelmente o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e Os Verdes.

O Tribunal Constitucional já declarara, a 8 de Abril, que o diploma não era inconstitucional. O tribunal pronunciou-se na sequência de um pedido de fiscalização do Presidente.

O Código Civil português passa agora a definir o casamento como «o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida».

Mais informação em: Visão, Público, Diário de Notícias, Diário Iol

20 abril, 2010

Garfield - Jon's Blog

18 abril, 2010

Nesta sociedade que nós criamos...

Nesta sociedade que nós criamos e educamos a violência está em cada livro de banda desenhada, telenovela, filme ou  jogo de video.

Vamos ao cinema ver Transformers, por exemplo, e está para meu espanto a sala cheia de crianças. Num canal de televisão pública passaram O Resgate do Soldado Ryan numa tarde de domingo.
A normalidade que a violência tem nas nossas vidas preocupa-me e faz-me acreditar cada vez menos nas gerações que me seguirão.

Mas o que mais me suscita curiosidade é que a violência entra pelas nossas casas dentro sem que alguém o impeça, mas todos os temas que tocam ainda que de raspão à sexualidade são logo barrados.

Basta ver o estado das coisas nos nossos liceus. À violência contra professores e colegas, fecham-se os olhos e ninguém toma posições.
Educação sexual? Ai isso é que não!

Nos artigos de lazer e cultura, tais como livros, video jogos e outros que tais, há sinalizações referentes a idade recomendada para o produto em causa. mas só é tido em causa se tiver sexo, se tiver muita violência não faz mal!
E são até os distribuidores que muitas vezes barram produtos relacionados com sexo, como descrevi neste post 

Mas porquê? É preferível um jovem conhecer armas porque joga CounterStrike desde criança do que saber o que duas pessoas fazem quando as hormonas e/ou os sentimentos as excitam?

É uma verdade que eu sou do tempo dos desenhos animados com história e moral, sem violência.  E isso não nos terá tornado mais sensíveis e menos egoístas do que as gerações que aí veêm?

Estarei velha ou certa?!

08 abril, 2010

Mais um passo em frente

Boas notícias as de hoje:

 

 O Tribunal Constitucional acaba de anunciar que considera constitucional o casamento entre pessoas do mesmo sexo

 

 Segundo os juízes, a lei fundamental da República “não tem por efeito denegar a qualquer pessoa ou restringir o direito fundamental a contrair (ou a não contrair) casamento”, acrescentando que “o núcleo essencial da garantia constitucional do casamento não é franqueado pelo abandono da regra da diversidade de sexos entre os cônjuges e que a extensão do casamento a pessoas do mesmo sexo não contende com o reconhecimento e protecção da família como ‘elemento fundamental da sociedade’”.

 

"O Tribunal Constitucional considera que “a extensão do casamento a pessoas do mesmo sexo” não colide com o reconhecimento e proteção da família como “elemento fundamental da sociedade”, sublinhando que o casamento é “conceito aberto”, que admite diversas conceções políticas."

 

Fonte Público Online e Ionline


03 abril, 2010

Imposto sobre o açúcar?!

Só os Suecos e outrps países nórdicos para ter uma ideia tão à frente.

Li eu:

"'Já é hora de a Suécia debater um imposto do açúcar, e usar o dinheiro arrecadado para reduzir os preços de frutas e verduras', dizem os pesquisadores, em artigo publicado nesta semana no jornal sueco "Dagens Nyheter".

As pessoas gostam de coisas doces, mas é impressionante a ignorância generalizada de que o consumo elevado de balas, doces, refrigerantes e bebidas à base de açúcar representam uma exposição desnecessária ao risco de morte prematura como resultado de diabetes, câncer e ataques cardíacos', ressaltou Levi, Professor Emérito do Instituto Karolinska"

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