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12 setembro, 2010

Adriana Calcanhotto - Quem é que não sabia?

E leu-se nas notícias:
Adriana Calcanhotto e a cineasta Susana de Moraes, a filha de Vinícius de Moraes, oficializaram a sua relação através da figura jurídica da união estável.

Esta é a alternativa jurídica apresentada pela lei brasileira para casais homossexuais, já que o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda não é permitido naquele país. A relação é oficializada mas os membros do casal não têm os mesmos direitos que conquistariam com o casamento.


Amor que não tem idade:
Calcanhotto, de 45 anos, e Susana de Moraes, de 70, já namoram há vários anos.



Maravilhosa

24 julho, 2010

Hospital Central - Maca y Esther



 Personagens da série espanhola Hospital Central que mantém desde há muitas temporadas (anos) uma relação com muita visibilidade na série.

Já na 19ª temporada as actrizes decidem que querem fazer outra coisa da vida, o que é completamente compreensível, e a relação mais caliente desta série vai terminar, com pena de muit@s fãs por esta península ibérica toda.
O sucesso é tal que há fóruns e várias páginas de fãs; deixo aqui  e aqui links para os foruns para quem quiser saber mais ou descobrir este encantador romance, e olhem que vale a pena ;)


Em portugal a série passa no AXN, nunca a vi de seguida, apanho episódios soltos, mas vale sempre a pena ver porque a relação delas é deliciosa e produz muitos sorrisos.

08 julho, 2010

Tolerância Zero à Homofobia

A homofobia é o novo racismo,  
os gays são os pretos do Séc XXI.

A homofobia – compreendida como a consequência psicológica de uma representação social que, outorgando à heterossexualidade o monopólio da normalidade, fomenta o desdém em relação àqueles e àquelas que se distanciam do modelo de referência – constituem as duas faces da mesma intolerância e merecem, por conseguinte, ser denunciados com o mesmo vigor que o racismo. 
Documento Fonte <- aqui

É habitual num debate ou discussão educativa sobre a desigualdade de direitos sociais das pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo ouvir comentários que me lembram os dos racistas: "Não tenho nada contra os homossexuais mas acho que não deveriam poder casar-se, que isso é para homem/mulher", e o mesmo para o direito de adopção e afins.
Eu lembro-me de ouvir no passado, até no liceu vindo da boca de professores, dizerem que as pessoas de raça negra são iguais a nós, mas que não queriam ter um(a) como genro ou nora!

Eu nunca gostei de falsos tolerantes, aqueles que já atingiram que é socialmente mais correcto afirmar que não têm nada contra mas que na realidade sentem-se contra. E são este tipo de pessoas com as quais mais tenho que lidar, aqueles cujas piadas só sabem ser à volta da homossexualidade, gozar com fulano porque parece gay é portanto indicador que esta pessoa no seu intimo acredita que ser gay é anormal e inferior.

O discurso homófobo não se trata de uma postura ou opinião que tenho que respeitar segundo o fundamento da liberdade de expressão, não pode haver liberdade que atropele a liberdade de vida de outros. Porque então também se pode dizer que Hitller só agiu em conformidade com a sua liberdade de expressão e pensamento!
Infelizmente, pelo tempo que demorou (ou demora) uma sociedade a deixar de ter estes pensamentos em relação à raça negra, eu deverei ter de aturar isto pro resto da minha vida.

No entanto não tenho que me resignar e desistir de educar as pessoas. Porque se pessoas como eu tivessem desistido não se teria aberto mentalidades ao longo da última metade de século para a problemática da homofobia. O silêncio é amigo do racismo, homofobia e qualquer outra discriminação social. O objectivo não é obrigar as pessoas a agirem de uma forma politicamente correcta mas sim fazê-las VER que as pessoas que eventualmente gostam de outrem do mesmo sexo são, tal como os pretos, IGUAIS
É só isto, parece-me tão simples...

A simples suposição da heterossexualidade constitui, por si só, uma violência simbólica quotidiana contra aqueles que não partilham dessa sexualidade presumidamente comum e dita normal. Mas em todo o lado é presumido que se é heterossexual, e portanto nem há cuidado em ferir susceptibilidades no local de trabalho, na fila para o autocarro ou num jantar de amigos e amigos de amigos.
Uma postura homofóbica é uma ofensa, não pode haver tolerância aos homofóbicos. E não só por eles, mas pelos filhos que irão educar e que caso sejam heterossexuais terão uma educação homofóbica, e caso sejam homossexuais serão jovens em constante conflito consigo mesmos.
Quando eu discuto com um homofóbico, e não desisto dessa discussão educativa nunca, ao contrário do que se possa pensar não estou a pensar só em mim, estou a pensar nas gerações vindouras e nos futuros filhos dessa pessoa.

Quem dera à minha geração que alguém tivesse explicado aos nossos pais que a homossexualidade não é uma anormalidade.
Por tudo isto e por uma sociedade mais justa,  não me calo e não calarei.

20 junho, 2010

FINALMENTE!

TERESA e HELENA

Ao fim de quatro anos, promulgada a lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, Helena e Teresa conseguiram finalmente contrair casamento. Foram as primeiras



Quatro anos após a primeira tentativa frustrada, Helena Paixão e Teresa Pires transformaram-se hoje no primeiro casal homossexual a contrair casamento civil. As duas mulheres casaram na 7.ª conservatória de Lisboa.



As duas foram declaradas pela conservadora "unidas pelo casamento" às 09:45, numa sala onde estavam cerca de trinta pessoas que aplaudiram o casal e a declaração. As duas abraçaram-se e beijaram-se.

E assim fecho com muito orgulho e felicidade a categoria "Quero Poder Casar" neste blog! :)
Já Posso Casar

17 maio, 2010

Cada vez mais próximo!

Em pleno Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia e Transfobia, chegou a notícia que mais esperei nos últimos tempos:

Depois de receber o Papa e a deixar o prazo de 20 dias correr até ao final, eis que o actual Presidente da República, exmo prof Cavaco Silva, promulga o diploma que permite casamento entre pessoas do mesmo sexo!

Este era um obstáculo que eu temia, um icon de direita ter em mãos a decisão de vetar uma proposta que praticamente toda a direita votou contra. Mas surpreendeu-me pelo seu bom senso o Sr. Cavaco, pois de certo aos seus princípios de direita também não lhe agrada esta nova lei, mas apesar disso foi ao encontro de valores fundamentais da democracia e promulgou a lei, bravo!

Mas nas suas palavras lembrou que, mesmo que vetasse o diploma, este seria muito provavelmente novamente aprovado pela maioria de esquerda no Parlamento, pelo que não viu utilidade no seu veto político «numa altura de crise».

Relembro que a proposta de lei para a legalização de casamento entre homossexuais tinha sido aprovada na Assembleia da República a 11 de Fevereiro. Votaram favoravelmente o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e Os Verdes.

O Tribunal Constitucional já declarara, a 8 de Abril, que o diploma não era inconstitucional. O tribunal pronunciou-se na sequência de um pedido de fiscalização do Presidente.

O Código Civil português passa agora a definir o casamento como «o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida».

Mais informação em: Visão, Público, Diário de Notícias, Diário Iol

08 abril, 2010

Mais um passo em frente

Boas notícias as de hoje:

 

 O Tribunal Constitucional acaba de anunciar que considera constitucional o casamento entre pessoas do mesmo sexo

 

 Segundo os juízes, a lei fundamental da República “não tem por efeito denegar a qualquer pessoa ou restringir o direito fundamental a contrair (ou a não contrair) casamento”, acrescentando que “o núcleo essencial da garantia constitucional do casamento não é franqueado pelo abandono da regra da diversidade de sexos entre os cônjuges e que a extensão do casamento a pessoas do mesmo sexo não contende com o reconhecimento e protecção da família como ‘elemento fundamental da sociedade’”.

 

"O Tribunal Constitucional considera que “a extensão do casamento a pessoas do mesmo sexo” não colide com o reconhecimento e proteção da família como “elemento fundamental da sociedade”, sublinhando que o casamento é “conceito aberto”, que admite diversas conceções políticas."

 

Fonte Público Online e Ionline


21 março, 2010

Do Começo ao fim

Do Começo ao Fim é uma história de amor. A história de Francisco e Thomás e de sua família: Julieta, Alexandre e Pedro. Com uma narrativa particular o filme pretende contar a história de um amor incondicional como uma possibilidade, como um contraponto para um mundo cheio de violência, medo e intolerância.



Elenco:
Fábio Assunção (Alexandre)
Júlia Lemmertz (Julieta)
Jean-Pierre Noher (Pedro)
Louise Cardoso (Rosa)
Lucas Cotrim (Francisco)
João Gabriel Vasconcellos (Francisco (adulto))
Gabriel Kaufmann (Thomás)
Rafael Cardoso (Thomás (adulto))
Mausi Martínez

Trailler:



15 fevereiro, 2010

Baseado numa história verídica...

Com a fantástica Sigourney Weaver (que eu amo), um filme que já deveria ter saído há muito tempo...

15 janeiro, 2010

Pacheco Pereira vs Pederastia

Na oitava noite deste mês, no canal SIC notícias o Sr. Pacheco Pereira afirmou:  
-"O maior risco da adopção por casais de pessoas do mesmo sexo, especialmente no caso da homossexualidade feminina, é a pederastia"

O Caleidoscópio LGBT respondeu assim:

Pederastia:
1. Relação sexual mantida entre um menor e um adulto.
2. Relação sexual entre indivíduos masculinos.

 Senhor Pacheco Pereira:  muita reconhecida investigação foi feita ao longo dos anos, comprovando precisamente e ao contrário do que quer dar a entender, que as crianças educadas por homossexuais apresentam um desenvolvimento idêntico às educadas por heterossexuais, sendo tão felizes quanto estas últimas.

Além disso, está demonstrado que a grande maioria dos crimes pedófilos são cometidos sobretudo por adultos do sexo masculino, tendo como vítimas crianças do sexo feminino. Vários estudos e dados o comprovam, como por ex. os divulgados pela Direcção Geral dos Serviços Prisionais (Novembro de 2002), em que de um universo de 189 reclusos condenados por crimes de abuso sexual de menores, são menos de 4% os que se referem a práticas homossexuais com menores.

É como tal curioso que opte por ignorar esta realidade dos factos, fazendo uma incorrecta colagem da homossexualidade à pedofilia, revelando má fé, ignorância e preconceitos difíceis de encontrar em pleno século XXI em Portugal.

Mais “curioso” (leia-se incongruente) ainda se torna o seu discurso com a afirmação “principalmente no caso da homossexualidade feminina”. Dado que pederastia se refere a relações entre um menor e um adulto, ambos de sexo masculino, seria interessante que nos explicasse então porque razão se preocupa particularmente com os casos de adopções por casais de lésbicas.

in Caleidoscópio LGBT

08 janeiro, 2010

PORQUE SIM O CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO



No lançamento de um livro contra o casamento homossexual a dois dias de serem discutidas as propostas dos partidos acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo, os autores Gonçalo de Almada e Pedro Vaz Patto, foram surpreendidos pelo protesto da activista lésbica Helena Martins, que reivindicou também ser «filha de Deus». 
in TSFonline


Depois das palavras dos autores, assumidamente contra o casamento homossexual, a lésbica interveio: «Vim aqui dar-vos um ramo de flores, o ramo da noiva, ironicamente. Não podia deixar de vir aqui dialogar convosco e dar-vos o meu próprio livro: Porque sim.»
in TVI24

Helena Martins, grande mulher, grande ser humano, entregou um documento a refutar o livro do PORQUE NÃO  onde constam 16 direitos:

- Porque temos direito à protecção legal das nossas famílias;
- Porque temos direito ao reconhecimento do estatuto, social e jurídico, de casados;
- Porque temos direito a optar pelo uso do nome do outro membro do casal;
- Porque temos direito a escolher o regime de bens do casal;
- Porque temos direito adquirir em comunhão e não compropriedade;
- Porque temos direito a ter acesso a informações fiscais e administrativas do outro membro do casal;
- Porque temos direito fazer a declaração de IRS em conjunto antes de decorridos dois anos de vida em união de facto;
- Porque temos direito a não ter sistematicamente fazer prova da união de facto há mais de dois anos para fazer valer direitos tão básicos como os de assistência à família, ou os demais consagrados na Lei 7/2001 de 11 de Maio;
- Porque temos direito a tomar decisões, pelo outro membro do casal, quando este estiver incapacitado;
- Porque temos direito à preferência no acompanhamento e no acesso à informação clínica, em caso de internamento hospitalar do outro membro do casal;
- Porque temos direito a ser herdeiros de um património construído em conjunto, no caso de falecimento de um dos membros do casal;
- Porque temos direito à atribuição automática de pensão de sobrevivência, no caso de falecimento de um dos membros do casal;
- Porque temos direito a ser nomeados tutor dos filhos do outro membro do casal, em caso de falecimento ou incapacidade deste, sendo os filhos menores e não sendo possível que o outro progenitor exerça as responsabilidades parentais;
- Porque temos direito a tomar decisões post morten sobre o outro membro do casal;
- Porque temos direito ao estatuto, social e jurídico, de viúvo/a.




Obrigada Helena :)



1974/2010, 36 anos de luta (e ainda não acabou)

1974 A associação dos psiquiatras americanos retira a homossexualidade da lista das patologias. Em Portugal, um manifestode homossexuais é repudiado pelo general Galvão de Melo na TV: “O 25 de Abril não se fez para as prostitutas e os homossexuais reinvindicarem”.

1976 É aprovada no parlamento eleito a Constituição da República, que estabelece a igualdade de todos os cidadãos perante a lei, assim como a reserva da vida íntima.

1982 É revogado o CódigoPenal (CP) de 1886, que no artigo 71º punia com “medidas desegurança -- internamento “em manicómio criminal”, “casa de trabalho ou colónia agrícola” (por período de seis meses a três anos, para trabalhos forçados), “liberdade vigiada”,“caução de boa conduta” e “interdição do exercício de profissão”– quem se entregasse “habitualmente à prática de vícios contra a natureza”, práticas essas que “agredissem” o “princípio básico da moral sexual” e “o primado da sexualidade genital e da reprodução”. Mas cria-se um novo crime (artigo207º),“Homossexualidade com menores”, punindo com prisão até três anos “quem, sendo maior, desencaminhar menor de 16 anos do mesmo sexo para a prática de acto contrário ao pudor, consigo ou com outrém do mesmo sexo”.

1989 Uma portaria de inaptidões para o serviço militar classifica como doença mental os “desvios e transtornos sexuais: homossexualidade e outras perversões sexuais” . Quem manifestar tal “desvio” é inapto.

1991 Surge o primeiro grupo organizadode defesa dos direitos LGBT. É o Grupo de Trabalho Homossexual, integrado no Partido Socialista Revolucionário, um dos partidos que virá em 1999 a unir-se no Bloco de esquerda.

1992 A Organização Mundial de Saúde retira a homossexualidade da lista das patologias.

1995 Nova revisão do CP substitui o artigo 207º pelo 175º, “Actos homossexuais com menores”. Prevê-se que “quem, sendo maior, praticar actos homossexuais de relevo com menor entre 14 e 16 anos, ou levar a que eles sejam por este praticados com outrem, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias”. Entre pessoas da mesma idade mas de sexo diferente, só há crime se houver “abuso de inexperiência”.

1996 Os Verdes propõem incluir no artigo 13º da Constituição a proibição da discriminação em função da orientação sexual. Abstenção do PS e votos contrários do PSD e do PP impedem aprovação. São criadas a associação ILGA-Portugal e o Clube Safo (associação lésbica).

1997 É publicado o despacho do Ministério da Administração Interna n.º 13/97, que declara inaptidão à admissão na PSP de “personalidades psicopáticas de qualquer tipo, particularmente anormais sexuais, em particular invertidos”. É celebrado o primeiro arraial pride no Príncipe Real, fundadada a associação Opus Gay e ocorre o I Festival de Cinema Gay e Lésbico, com o apoio da Câmara de Lisboa.

1998 É publicado o manifesto dos grupos homossexuais, com várias exigências, entre as quais a inclusão da não discriminação em função da orientação sexual no artigo 13.º da Constituição, o reconhecimento das uniões de facto e do acesso à adopção. O casamento não faz parte das reivindicações.

1999 Entra em vigor o Tratado de Amesterdão, que consagra a proibição da discriminação em função da orientação sexual . É, em Março, revogada a tabela nacional das inaptidões aprovada em Janeiro e na qual a homossexualidade surgia como “deficiência”. O provedor de Justiça declara “constitucionalmente intoleráveis” as restrições constantes nas tabelas de inaptidões do serviço militar e da PSP. É aprovada uma lei das uniões de facto, proposta pelo PS, que exclui casais do mesmo sexo.

2000 Primeira parada do Orgulho Gay desce a Avenida da Liberdade, em Lisboa.

2001 O Parlamento aprova uma lei das uniões de facto que inclui os casais do mesmo sexo, excluindo-os da adopção.

2003 O novo Código do Trabalho proíbe a discriminação do trabalhador com base na orientação sexual.

2004 A orientação sexual é incluída no artigo 13.º da Constituição, em votação parlamentar.

2005 A ILGA-Portugal lança uma petição pela igualdade no acesso ao casamento. Recolhe mais de 7000 assinaturas. O Tribunal Constitucional (TC) reputa de inconstitucional o artigo 175.º do Código Penal.

2006 Teresa Pires e Helena Paixão tentam casar-se numa Conservatória de Lisboa. Sucessivas recusas levam o caso até ao TC, onde aguarda decisão até 2009. A Assembleia da República aprova a Lei da Procriação Médica Assistida que nega acesso às técnicas de fertilidade a mulheres que não estejam a casal heterossexual (casado ou em união de facto há dois anos), especificando ainda que se trata de técnicas 'subsidiárias e não alternativas' e só possíveis em caso de diagnóstico de infertilidade. As associações Ilga e Panteras Rosa protestam contra a aprovação da lei e constitucionalistas como Vital Moreia alertam para a possibilidade de o diploma ser inconstitucional, sugerindo que o PR deveria solicitar a sua fiscalização preventiva. Cavaco promulga a lei.

2007 A revisão do Código Penal elimina o artigo 175.º e inclui, no novo crime de violência doméstica, os casais do mesmo sexo, assim como, entre as circunstâncias agravantes dos crimes, o ódio baseado na orientação sexual.

2008 A secretária de Estado Idália Moniz garante que os casais do mesmo sexo estão excluídos das candidaturas a família de acolhimento, apesar de a lei admitir unidos de facto. Decorre, a 3 de Outubro, a audição parlamentar de apreciação da petição a favor do casamento das pessoas do mesmo sexo. A 10 de Outubro, será votada a petição, assim como os projectos de lei do BE e de Os Verdes sobre o mesmo assunto, com chumbo anunciado.

2009 A 18 de Janeiro, na apresentação da sua moção para o congresso a ter lugar em Fevereiro, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro José Socrates afirma como prioridade "o combate a todas as formas de discriminação e a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo".No dia seguinte, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, precisa: "A moção apresentada pelo secretário-geral do PS contempla a remoção das barreiras jurídicas à celebração de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Não propõe mais nada. Se o congresso aprovar a moção, a posição do PS continuará a ser contrária à adopção de crianças por parte de casais formados por pessoas do mesmo sexo".
Em Julho, o Tribunal Constitucional pronuncia-se finalmente sobre o caso Teresa Pires/Helena Paixão. Com uma decisão de três contra dois, os juízes conselheiros acordam que não é inconstitucional a norma do Código Civil que impede o casamento entre pessoas do mesmo, mas que a norma está à disposição do legislador. As mulheres anunciam recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Em Dezembro, o novo governo PS finaliza o projecto de lei, em que altera o Código Civil para permitir o casamento das pessoas do mesmo sexo, inviabilizando a adopção por casais casados de pessoas do mesmo sexo. BE e Verdes também finalizam projectos, que permitem casamento e adopção. PCP afirma ser a favor do casamento mas não da adopção. O PSD anuncia um projecto de união civil registada, sem possibilidade de acesso à adopção.

2010  A 8 de Janeiro, ocorre o debate dos quatro projectos na Assembleia da República, em simultâneo com a votação sobre a proposta de referendo apresentada por petição popular. O projecto de lei do PS é aprovado. A proposta de referendo é chumbada.

In Jugular

 

Retour, Return, Regresso

Este blog volta ás lides.

Depois de 6 meses de ausência há muito para comentar e reclamar ;)

Finalmente está em debate politicamente o Casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, um sonho perto se ser alcançado.

Sonho com a possibilidade de poder casar desde menina. Luto por esse direito desde muito jovem e agora nos trintas avisto finalmente a realização :)





03 agosto, 2009

Suspensão sem termo certo

Nada tem mesmo termo incerto na vida.
Este blog cafeinado está cansado e quer mudar de vida.
Talvez Um Café à Chuva.
Ou não.


04 junho, 2009

MPI



- Porque sabemos que esta alteração legal é uma questão de direitos fundamentais e humanos, e de respeito pela dignidade de todas as pessoas;
- Porque sabemos que é no reconhecimento pleno da vida conjugal e familiar dos casais do mesmo sexo que se joga o respeito colectivo por todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, e pelas famílias com mães e pais LGBT, que já são hoje parte da diversidade da nossa sociedade;
- Porque sabemos que a igualdade no acesso ao casamento civil por casais do mesmo sexo não afectará nem a liberdade religiosa nem o acesso ao casamento civil por parte de casais de sexo diferente;
- Porque sabemos que a igualdade nada retira a ninguém, mas antes alarga os mesmos direitos a mais pessoas, acrescentando dignidade, respeito, reconhecimento e liberdade.

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Refuntando argumentos do contra...
Factos:
- A igualdade de acesso ao casamento civil não altera o número de pessoas que são gays.
- As pessoas não se torman inférteis por gostarem de pessoas do mesmo sexo! Qualquer pessoa independentemente da orientação sexual pode ter filhos.
- Já há casais gays a educarem crianças, ninguém está à espera da lei para o começar a fazer! Por não estar legislado estas crianças em caso de morte de um dos conjuges pode ser "arrancada" ao outro pai ou mãe.

Assinar Petição<-

15 abril, 2009

Pet-Sitting LGBT Friendly


Pet-Sitting e Transporte de Animais de Estimação

Serviços de apoio domiciliário a Animais de Estimação
Serviço de Alojamento para pequenos Animais Domésticos
e Serviço de Transporte de Animais

Àrea de abrangência: Margem Sul do Tejo, Área da Grande Lisboa, Linha de Cascais e Linha de Sintra
Para tod@s as Sóci@s e Simpatizantes do Clube Safo/Ilga Portugal/Opus Gay praticaremos os seguintes descontos:
10% de desconto na época alta - entenda-se como época alta o Natal, Ano Novo, Carnaval, Páscoa e mês de Agosto.
5% de desconto na restante parte do ano.

17 fevereiro, 2009

Programa Prós & Contras

Ainda sobre fantástico programa que de ontem, houve várias presenças que gostei muito de ver.

O presidente da Ilga que falou muito bem, claro.
A Fernanda Câncio muito bem informada arrasou com humor e sarcasmo os senhores da plateia do não.
O castiço Prof. Pamplona Corte-real cujo sentido de humor encantou.
A Sara e a Rita umas filas mais atrás, muito expressivas ao longo debate.

E houve uma presença que arrasou, uma jurista de seu nome Isabel Moreira, que não sei de onde saiu mas apaixonei-me por ela!

Ela arrasava com todos os argumentos dos senhores de direito que lá estavam, arrasou com o padre, e no fim até falou para a plateia do não em geral.
Ficava de boca aberta de espanto quando ouvia os disparatados argumentos do não.

E... digam lá se ainda para mais não chama a atenção de outra forma ;)


Prós & Contras - Casamento Homossexual

Ontem dia 16 Fevereiro 2009 o programa da RTP1 Prós e Contras foi sobre o casamento Civil entre pessoas do mesmo sexo.

Nem sempre me disponho a ver estes debates televisivos porque me enervam bastante e em casa começo a falar e bracejar pra televisão como se do outro lado me pudessem ouvir.
Mas desta vez foi diferente :)

Com a plateia e representantes pelo Sim muito bem composta com presenças honrosas como o Prof. Pamplona Corte-Real, a jornalista Fernanda Câncio e outros que sempre que intervieram foi para de facto darem um contributo construtivo ao debate.

Foi com muita satisfação que vi a plateia do Não enterrar-se em argumentos gastos, inválidos, ignorantes, homofobos e politicamente incorrectos.

Em vez de me enervar fartei-me de rir, foi mesmo divertido ver aquele programa.

Ver as pessoas quadradas e enfadonhas que defendem que o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo pode destuir a familia. Dizerem que o casamento é uma instituição sólida mesmo quando já não se ama as pessoas ficam juntas.

Ri muito com um senhor que interrogou se um bissexual então se iria casar com um homem e com uma mulher!!

Opá! a sério....
Foi uma risota!



Quem perdeu o directo, que o veja na ->RTPonline porque é mesmo muito bom de se ver.

14 fevereiro, 2009

Centro LGBT



Segundo a Coordenadora do Centro LGBT, Ana Chhaganlal:

- "No Centro LGBT só não entra a discriminação"

03 fevereiro, 2009

Rua São Lázaro 88


O Centro LGBT já reabriu ao público!

De 4ª-feira a Sábado, das 18h às 23h.

Para tomar um café, beber uns copos, ouvir música, jogar snooker e obter mais informações LGBT!

Vamos colaborar e participar activamente neste espaço que é de tod@s nós.

Women on Waves

A associação Clube Safo foi uma das subscritoras de uma queixa no Tribunal Europeu contra o estado português no caso Women on Waves.


O estado português foi condenado.


Vale a pena lutar pelos direitos humanos!


Leia a sentença aqui <-